Um começo

Neste início da R.Existência, irei debruçar-me essencialmente sobre tecnologia e como nos podemos proteger, enquanto indivíduos, dos seus malefícios.

Uma nova era aproxima-se, e os perigos da proliferação tecnológica sem controle, que invade lentamente todos os cantos e horas do planeta, representam novos desafios para o ser humano e a sociedade em geral. O telemóvel é potencialmente o dispositivo mais invasivo até agora criado: a sua geolocalização permanente, sempre que ligado a uma rede de antena, juntamente com a quantidade de informação pessoal que é transmitida todos os dias para a “internet”, e processada por algoritmos que nos analisam ininterruptamente, representa neste momento um dos desafios maiores à harmonia e integridade da nossa alma.

Um pedaço de publicidade intrusiva, uma meia hora a fazer “scroll” sem rumo, outra meia-hora a olharmos para o passado que deve ser esquecido ou aquela ligação emocional que continua presente nos “likes” e olhares indiscretos. 

O tempo desaparece literalmente em frente aos nossos olhos. 

– Como recuperar o tempo futuro? Irei debruçar-me sobre isso.

Quando somos analisados e lançados para os algoritmos, sem a nossa autorização explícita, há um pedaço de nós que nos é tirado sem o nosso consentimento. Talvez estejamos desatentos, ou talvez seja das letras minúsculas e páginas infindáveis dos termos e condições da maior parte dos serviços e aplicações informáticas que são mesmo difíceis de ler. 

– Quem afinal nos vigia e tenta controlar? Irei debruçar-me sobre isso.

A um começo. 

Últimos artigos